Momento único: caminhando na esteira, ao som de Castelhana, chorando feito uma criança que se perdeu dos pais...
Ainda não me acostumei com as perdas. E será que um dia a gente se acostuma? Sei não... não levo muita fé, de que estes sentimentos um dia sumirão das nossas almas... que ainda não estão penadas...
Muitas saudades de quem se foi, eu disse tchau, mas ainda não me acostumei com a falta... e que falta fazem... que m.
Que bom, poder desabafar e colocar pra fora essa coisa, que tá bem aqui dentro de mim... Saudades, muitas saudades, de quem me protegia, acreditava em mim e me dava atenção...
Que saudades dos meus homens, dos meus porto-seguros, de toda felicidade que eu sentia ao lado deles...
Queria poder abraçá-los, dizer o quanto os amo, o quanto foram importantes pra mim...
E penso em tudo que está acontecendo e isso me embrulha mais o estômago...
Choro, choro, choro, pela falta que tenho, daqueles que eu sempre pude contar...
E assim permaneço: pensando naqueles que ainda irei perder... daqueles que um dia, assim, do nada, não estarão mais do nosso lado... e tudo aquilo que cansaram em nos fazer... se foi, num fechar de olhos...
E acho que não vou me adaptar... às constantes perdas que a vida me proporcionará, apesar de ser ciente de que nascemos pra isso e que não temos outra escolha, nem ao menos saberei se a próxima não sou eu...
Nada de drama, nada de pessimismo, mas uma realidade pra justificar que 90% do nosso dia é em vão... principalmente aquilo que fazemos contra os outros...