Talvez porque eu esteja num momento da vida mais culto, onde quero dar uma gás no meu livro e onde quero me preparar para novos capítulos...
Por sinal, viciei nos três pontinhos, no fim das frases... hehehe... dá a impressão de aquela minha citação pode ter uma cotinuidade.
Bom, voltando ao raciocínio inicial, lembrei de dois testes admissionais que fiz nos últimos tempos, não que eu esteja fazendo um admissional, mas que me lembraram histórias surreais.
Vou chamar este texto de "O Meu Amigo Zé", então vamos lá...
Estou sempre em busca de uma comunicação eficaz, busco sempre, com as pessoas que convivo, manter uma troca de informações transparente e benéfica a todos os lados, não tenho receio em falar o que penso e pode parecer que não penso, mas tenho a plena noção de tudo que sai da minha boca ou de tudo que falo com os olhos.
A partir disso, viro uma chata, porque exijo isso dos outros também, mas a verdade e o desejo não são recíprocos e então eu me frustro. Mas tudo bem, sigo batalhando para um dia ter no mundo, literalmente e na prática também, um fluxo de comunicação bem legal, onde todo mundo consiga dialogar sem medo, onde as pessoas não tenham vergonha de expor o que sentem, o que pensam e o que pretendem em relação a si e ao mundo.
Bom, lincando, este contexto ao mundo real, trago o meu amigo Zé, aquele que num exame admissional pegou a minha mão e disse que tudo ia dar certo. Pois é... pensando eu com os meus botões, num momento filosófico, lembrei de dois exames admissionais que fiz e que parecem seguir o mesmo manual, sim, aquele manual que estou para empresariar há tempos, onde muitos "psicoescritores"* ainda ão de escrever. *Psicoescritores são pessoas comuns que se acham sábias de tudo, conhecedoras de todas as vivencias que a vida nem nos trouxe ainda. Num desses exames o médico me perguntou: você está grávida? E eu pensei: não, acho que não, espero que não?! Mas que vontade de dizer: simmm, estou! E super feliz! Não pelo filho, mas por mostrar que para pergunta idiota a tolerância é menos 5. O outro me perguntou: você tem alguma psicopatia? Ai foi que eu pensei, hoje vou trazer a tona meu grande e velho amigo, Zé. E então naquela sala, fria, sem decor nenhuma, onde estávamos apenas eu e o médico, olhei para o lado e perguntei: Zé diz aí para o doutor, sou louca ou não sou? Ai o médico me olhou, com aquela cara de eu não sei, mas tenho que dizer que sei o que está acontecendo, e não disse mais nada, e eu aproveitei e apresentei o Zé para o médico trabalhista, "doutor, este é o meu amigo Zé", ele me acompanha há anos e sempre teve curiosidade para saber como era um exame admissional, então resolvi trazê-lo para esta experiência maravilhosa. E o silêncio se manteve na boca do médico... Pois naquela hora o meu amigo Zé era quem mais falava... Por fim, vou admitir que esta história não é totalmente verídica, mas podia ser, se eu fosse um pouco mais corajosa e não tivesse o que perder... Mas o médico perguntou sim, se eu tinha alguma psicopatia e eu mais um vez, respondi, bem desmotivada com a situação, que não, que eu não tinha nada. E assim se formam e se vão as histórias, bizarras, inacreditáveis e com falha na comunicação, porque sim, muitos psicopatas afirmam não ter nada e são contratados pelas grandes empresas.
Boa noite.
Manô
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